Praia das Dunas

A praia das Dunas, destinada a prática de naturismo, ocupa uma área de 2 km, mas apenas cerca de 800 metros são aproveitados pelos frequentadores. Há estrutura de barraca onde estão as únicas pessoas vestidas da praia, os garçons! O cenário, selvagem, é de mar limpo, ondas fortes e dunas amareladas. A área reservada aos nudistas está a 20 minutos de caminhada da entrada da praia e tem as mesmas regras de Tambaba. Homem não entra sozinho, roupa de banho, nem pensar, e olhar para a mulherada... só se for de rabo de olho. Na baixa temporada, entretanto, basta tirar o calção e curtir: a praia fica completamente deserta. Durante o verão, os frequentadores mais antigos de Massarandupió organizam luau e festas, além do já tradicional reveillon.

Atualmente a associação ativa é a ABANAT - Associação Baiana de Naturismo. Para quem quer se filiar ou obter maiores informações da ABANAT - Associação Baiana de Naturismo ai vai o email: abanatmassarandupio@gmail.com

 Atenção, os textos e imagens de nudez apresentadas nesse portal referem-se única e exclusivamente ao Naturismo, não contendo nenhuma conotação erótica ou sexual.

Saiba como surgiu a Praia de Naturismo em Massarandupió

(by Roberto Soares)

Em 1997, o aposentado baiano Miguel Vasco Calmon Gama e sua esposa Mary, proprietária de uma pequena agência de viagens especializada em organizar grupos de compras para visitas a São Paulo, Ciudad del Este e Belo Horizonte, assistiram a uma reportagem sobre a praia naturista de Tambaba (Paraíba) na televisão. Miguel interessou-se e sugeriu a montagem de um grupo para uma excursão, para passar um feriadão naquela praia. Colocaram um pequeno anúncio no jornal, mas enganaram-se ao referir-se à praia como de "Naturalismo".

O carioca aposentado pelo Banco do Brasil Antônio Ferro, residente em Lauro de Freitas (município vizinho a Salvador), leu o anúncio. Ele já tinha vivenciado o Naturismo em visita à praia do Pinho em Santa Catarina anos antes e mantinha-se relativamente bem informado sobre o movimento naturista através da revista Naturis. Decidiu imediatamente ligar para o número no anúncio e conversou com Miguel. Apresentou-se, falou de sua experiência naturista e citou o engano na chamada do anúncio. Sentiu a inexperiência de Miguel no assunto e propôs ajudá-lo no projeto da viagem.
 
Poucos interessados contataram a Mary Tour para reservar lugar no grupo e a viagem teve de ser cancelada. Contudo, estes poucos decidiram unir-se sob a liderança de Miguel para tentar obter uma praia para a prática do Naturismo na Bahia. Miguel e Ferro, aposentados, passaram a visitar diversos municípios litorâneos em busca do lugar ideal. Numa destas idas e vindas, pararam para um cafezinho num brique que existia no km 88 da Linha Verde. A proprietária, dona Maria, escutou a conversa dos dois enquanto lhes servia o café e pediu desculpas para interrompê-los e informar que se procuravam por uma praia para ficar pelados, havia uma parte isolada ao sul da praia regular de Massarandupió, com acesso logo à frente de seu estabelecimento, onde era sabido que alguns casais costumavam despir-se nos finais de semana para desfrutar juntamente com seus filhos e amigos. O pequeno grupo, que vinha de Salvador, fazia churrascos na praia em suas visitas e já tinha chamado a atenção dos pescadores e outros passantes ocasionais por parecerem não se importar em ter exposta sua nudez.
 
Os dois trataram de tomar o acesso em frente ao brique, junto ao posto de combustíveis Linha Verde, e após quatro quuilômetros passaram pelo povoado de Massarandupió, dali mais três quilômetros (tudo em estrada de chão batido) chegaram à entrada principal da praia. Depois de saberem que aquela praia pertencia ao município de Entre Rios, rumaram para a sede do município, setenta quilômetros para o interior às margens da BR-101, para procurar o prefeito.
 
Quinze quilômetros ao sul do acesso a Massarandupió, pela Linha Verde, a construtora Norberto Odebrecht construía um imenso complexo hoteleiro primeiro-mundista. Por apenas quatro quilômetros o local estava fora do município de Entre Rios, pertencendo a Mata de São João. O prefeito de Entre Rios na ocasião era o Sr. Raul Malbouisson Mello, hoje já falecido, que pretendeu não deixar seu município sem algo especial que atraísse os visitantes do futuro complexo Costa do Sauípe, para ajudar a desenvolver a região. Ele também já tinha sido informado da apreensão dos nativos de Massarandupió com o grupo de gente que por lá aparecia para se desnudar na área mais deserta ao sul da praia, tinha lido e assistido muitas reportagens sobre Naturismo e concordava com os princípios deste movimento, com o qual já tinha tido alguns contatos mais próximos em viagens pelo velho continente. Homem público de visão e dotado de grande cultura, o senhor Raul idealizara a criação de uma reserva naturista a cerca de dois quilômetros ao sul da entrada principal da praia de Massarandupió. Sonhou planejar ali uma pequena vila naturista, a exemplo da já famosa Colina do Sol de Taquara, Rio Grande do Sul, mas não conhecia nenhum naturista para tocar a idéia e administrar o projeto.
 
A visita inesperada de Miguel e Ferro caiu para o prefeito como uma luva. Tratou de desengavetar seus planos e entregou a Miguel o comando do que viria a ser a primeira reserva naturista oficial da Bahia. O senhor Raul assinou a primeira autorização provisória, que deveria ser renovada a cada dois meses e foi marcada a inauguração oficial para o carnaval de 1998. A inauguração da reserva foi um sucesso, contando inclusive com reportagem no programa Fantástico, que mostrava ao Brasil que alguns baianos haviam dispensado o uso das famosas mortalhas (como se chamam as túnicas carnavalescas dos blocos de Salvador) para brincar aquele carnaval. A freqüência da praia cresceu rápido e logo havia um grande grupo de adeptos nos finais de semana.
 
 
No princípio de Fevereiro daquele ano, antes mesmo da inauguração oficial, um dos casais freqüentadores originais da praia, do grupo que já desfrutava do local muito antes da chegada de Miguel e Ferro, enviou um email a Roberto para anunciar a novidade da oficialização. Alberto e Márcia convidaram, Roberto e Lurdes, para conhecer a mais nova praia oficial de Naturismo do Brasil. Um mês depois, outro frequentador entusiasmado também visitou blog de Roberto sobre Naturismo e Pintura Corporal e mandou o mesmo convite. Roberto e Lurdes decidiram mandar uma carta ao prefeito Raul Mello, falando do interesse em conhecer o local e da possibilidade de irmos viver em Massarandupió. Logo foram colocados em contato com Miguel, que deu todo o apoio para que na Páscoa o casal fosse visitar o Paraíso. Voaram para lá Roberto, Lurdes e o filho dela, Juniclei. Não deu outra, se encantaram tanto que a decisão de ir viver lá foi unânime da família. Miguel os levou a uma reunião com o prefeito, onde ficou combinado de irem de mudança em Outubro daquele ano para juntos tocar para a frente o projeto da vila naturista. Seria criada uma urbanização na área atrás das dunas, com infra-estrutura; os lotes comerciais seriam vendidos para a implantação de pousadas, restaurantes e comércio.
 
 
Foi assim que no dia 6 de Outubro de 1998 chegaram de mudança à Bahia Roberto e Lurdes e foram para Massarandupió. Mas logo ficaram sabendo que o projeto da vila estava por um fio para ser engavetado de vez por falta de recursos, mas também e principalmente porque a área é uma ZPR (zona de preservação ambiental rigorosa) dentro da APA (área de preservação ambiental) do Litoral Norte da Bahia. Sendo assim seria absolutamente proibida a construção de prédios habitáveis na proximidade da praia, havendo apenas a possibilidade de construção de barracas de praia, sem alvenaria. Conseguimos então com o prefeito a concessão para construir e explorar nossa própria barraca, que foi chamada Bat Batidas. Construíram a casa no povoado e a barraca na reserva naturista.
 
 
O prefeito seguia insistindo com Miguel pela regularização da associação, sem sucesso, o que atrasava o repasse oficial de recursos, forçando-o a seguir utilizando seu próprio capital para ajudar a reserva. Por aquela época, nos meses de Abril e Maio de 1999, houve um pouco de discordia profundamente na administração da reserva naturista. Foi então que Roberto e Lurdes procuraram o prefeito para relatar-lhe os acontecimentos. Ele aconselhou a fundar uma nova associação, oficializá-la e registrá-la nas formas da lei para que ele mandasse para a câmara de vereadores o projeto de lei que tornaria a reserva naturista definitiva e a associação de utilidade pública para receber recursos oficiais. Roberto concordou em realizar tudo isso, chamaram a jornalista Noêmia Alves, proprietária de um jornal de Alagoinhas, freqüentadora da reserva, defensora do Naturismo e amiga do prefeito para ser a presidente da AMANAT - Associação Massarandupiana de Naturismo. Logo a entidade foi considerada de utilidade pública e o prefeito fez aprovar o decreto municipal de uso naturista definitivo da praia em 28 de Julho de 1999. Atualmente a associação mais ativa é a ABANAT - Associação Baiana de Naturismo.
 
 
 
LEI MUNICIPAL DA RESERVA
ESTADO DA BAHIA
SERVIÇO PÚBLICO MUNICIPAL
PREFEITURA MUNICIPAL DE ENTRE RIOS
 
DECRETO N.º 1.571/99
 
Concede autorização permanente para a prática
de Naturismo, em local que indica.
 
            O PREFEITO MUNICIPAL DE ENTRE RIOS, Estado da Bahia, no uso de suas atribuições legais, de conformidade com o que estabelece o artigo 48, inciso I, alínea j, combinado com o artigo 102, inciso VIII, da Lei Orgânica deste Município e,
 
Considerando que o Naturismo é um modo de vida em harmonia com a natureza, caracterizado pela prática do nudismo em grupo, com o objetivo de favorecer o auto-respeito, o respeito mútuo e a preservação do meio ambiente;
 
Considerando o que faculta o decreto 7.661, de 16 de Maio de 1998 - Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, parágrafo 10;
 
Considerando que o Município tem condições de ser um pólo turístico nacional e internacional, pela beleza de suas praias e litoral;
 
Considerando que esta Prefeitura Municipal entende ser o Naturismo uma atividade benéfica à saúde mental, capaz, inclusive de favorecer iniciativa privada, incrementando o turismo e o comércio;
 
Considerando, ainda, que é dever constitucional incentivar e apoiar as entidades ambientalistas não governamentais constituídas na forma da lei;
 
DECRETA:
 
Art. 1º - Fica autorizada a Associação Massarandupiana de Naturismo - AMANAT, declarada de Utilidade Pública pela Lei Municipal n.º 298/99, de 05 de Julho de 1999, a desenvolver a prática de Naturismo em caráter permanente, na praia de Massarandupió, neste Município.
 
Parágrafo Único - Para a prática do Naturismo de que trata este artigo, fica estabelecida uma área litorânea de 2.000m (dois mil metros) de extensão, a partir da marca de 1.800m (hum mil e oitocentos metros), contados do local onde estão instaladas seis barracas de praia, seguindo a direção sul.
 
Art. 2º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogam-se as disposições em contrário.
 
Gabinete do Prefeito Municipal de Entre Rios, 28 de Julho de 1999
 
(assinatura)
Raul Malbouisson Mello
Prefeito Municipal
 
CÓDIGO DE ÉTICA NATURISTA DA PRAIA DE MASSARANDUPIÓ
AMANAT - ASSOCIAÇÃO MASSARANDUPIANA DE NATURISMO
MUNICÍPIO DE ENTRE RIOS - BAHIA
 
Naturismo é um estilo de vida em harmonia com a natureza, que abomina toda e qualquer forma de preconceito, caracterizado pela naturalidade e respeito plenos. O Naturismo adota a prática da nudez social e familiar, com o intuito de incentivar o auto-respeito, o respeito mútuo entre os indivíduos e com o meio ambiente.
 
Nós naturistas freqüentadores da praia de Massarandupió, consideramos expressamente proibido:
 
1. Praticar atos de caráter sexual ou obsceno nas áreas públicas, por ser a praia de convívio estritamente familiar;
2. Agir de maneira desrespeitosa ou agressiva com quem quer que seja e em qualquer situação;
3. Constranger através de situação ativa ou passiva, por gestos ou palavras, quaisquer outras pessoas na área de abrangência naturista;
4. Filmar, gravar ou fotografar por qualquer método ou distância os naturistas na área, sem seus consentimentos prévios;
5. Praticar jogos ou outras atividades que possam colocar em risco a segurança, tranqüilidade ou conforto dos freqüentadores, em áreas não demarcadas para estes fins;
6. Satisfazer necessidades fisiológicas de qualquer espécie nas áreas públicas;
7. Deixar lixo de qualquer natureza fora de receptáculos apropriados, em toda a área naturista;
8. Trazer ou permitir a entrada de animais na área naturista;
9. Retirar mudas de plantas, danificar as existentes ou causar qualquer dano ao meio ambiente na área naturista;
10. Não aderir à prática da nudez social, a menos que seja pessoa empregada da Associação ou do comércio interno (quando a serviço), funcionário de empresa jornalística participando de cobertura aprovada pela Associação, menor de quinze anos de idade acompanhado pelos pais ou responsáveis, ou ainda alguma autoridade em visita oficial;
11. Vender, portar ou fazer uso de qualquer substância que seja considerada ilegal em nosso país.
 

Qualquer pessoa, naturista ou não, que descumprir as normas acima expressas será passível de punição prevista no ESTATUTO SOCIAL ou no REGIMENTO INTERNO desta Entidade, além de ser imediatamente convidada a retirar-se da área naturista, se necessário com o auxílio do Poder Público.

Galeria de Fotos

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